Terrários: história e beleza

Já tem um tempinho que os terrários caíram no gosto dos paulistanos. Uma série de ateliês especializados neste tipo de produto surgiu na cidade, cursos que ensinam a montar o próprio terrário se tornaram mais comuns e fotos lindas estão sempre em evidência na timeline do Instagram e do Pinterest.

Uma das razões do sucesso dos terrários em cidades como São Paulo é a falta de tempo, a falta de verde e a falta de espaço. Muita gente vive em apartamento pequeno, trabalha o dia todo e não consegue tempo pra cuidar de um vasinho, viaja bastante não tem quem cuide das plantas, ou só não tem paciência mesmo, mas gosta de ter um verdinho por perto. E o terrário é muito prático, além de bonito.

Os terrários nada mais são do que ecossistemas engarrafados. As plantas colocadas nos potes de vidro estabelecem o mesmo ciclo que fazem natureza e sobrevivem, sem a necessidade de cuidados, por longos períodos. O primeiro modelo de terrário surgiu em Londres, no século 19, e ficou conhecido como Wardian Case. A montagem deste terrário entra na conta do Dr. Nathaniel Ward, um médico e colecionador botânico que estava em busca de uma maneira para cultivar suas plantas (principalmente as samambaias) livres da poluição de Londres, que não estava fazendo nada bem para sua coleção. Observando o desenvolvimento de pupas de borboleta dentro de um vidro, ele percebeu que algumas plantas se desenvolviam muito bem naquele ambiente fechado e resolveu testar com algumas da sua coleção. Bingo! Deu certo e a Wardian Case se tornou um sucesso e um instrumento importantíssimo na vida dos botânicos, pesquisadores e caçadores de plantas.

A Wardian Case: o princípio dos terrários

Foi por causa dessa descoberta que muitas espécies puderam viajar de um lugar para outro em uma época na qual os trajetos levavam meses. Mudas de chá, por exemplo, viajaram da China para a Inglaterra em recipientes como a Wardian Case. A nossa seringueira saiu do Brasil e chegou à Inglaterra, onde foi importantíssima na indústria da borracha, também desta forma. Fico imaginando como os pesquisadores da época ficaram felizes em poder carregar pra lá e pra cá as plantas que queriam.

Mas não foi só como um utilitário de pesquisa que a Wardian Case foi vista. Já naquela época, ela também ganhou status de objeto de decoração, uma forma de ter mais verde em casa. Virou hit nas casas vitorianas.

Por que as plantas não morrem fechadas no terrário?
Basicamente, um terrário fechado apresenta em uma escala diminuta o que acontece no ambiente natural. Lá, a planta consegue respirar e, a partir da água que foi colocada uma única vez lá dentro e também daquela que é eliminada na transpiração, todo o ciclo segue e mantém a planta viva. A tampa do terrário faz com que o vapor, que vai se transformar em “chuva” para aquelas plantas, não escape. É a função da nossa querida camada de ozônio, aquela que tem um buraco e que é sempre assunto quando se fala em meio-ambiente.

Terrários da Vi Verde Amor Jardins

Mas para ter um terrário que sobreviva, não basta enfiar um monte de planta no vidro. Assim como acontece na natureza, há plantas que convivem bem umas com as outras; plantas que podem prejudicar a outra se ficar por perto; algumas que precisam de mais umidade, outras de menos. Por isso é preciso conhecer o que se está fazendo. Se você gostou da ideia e quer ter um terrário por perto, ficam algumas dicas de ateliês onde é possível encontrá-los em São Paulo.

Vi Verde Amor Jardim
Rua Serra de Botucatu, 116, Tatuapé
www.facebook.com/viverdeamorplantariaurbana/

Flo Atelier Botânico
Rua Delfina, 115, Vila Madalena
www.atelierbotanico.com

Jardim SP Terrários e Mini Jardins
http://www.jardimspterrarios.com.br/

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